Classificação do café verde: entenda o processo

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A classificação do café verde é um passo essencial antes da torra. Esse processo permite medir qualidade, agrupar grãos por características e preparar corretamente o perfil de torra.

O que significa classificação do café verde

A classificação do café verde se refere à análise dos grãos crus, ainda sem torra, com o objetivo de definir qualidade e uniformidade. Esse procedimento envolve examinar tamanho, densidade, defeitos e cor dos grãos.

Ao adotar a classificação do café verde, produtores garantem que o lote respondente será estável, rendendo melhor na torra e aproximando-se de um padrão de bebida desejado.

Por que ela importa

Classificar os grãos verdes permite antecipar como eles vão comportar na torra. Grãos menores ou com defeitos tendem a queimar primeiro ou dar sabores indesejados. Já grãos grandes, densos e bem beneficiados suportam melhor a torra e oferecem mais consistência. Segundo dados da SCA, sistemas com poucos defeitos produzem bebidas com melhor aroma e sabor.

Além disso, a classificação facilita negociações, rastreabilidade e transparência no mercado. Compradores buscam lotes bem classificados para minimizar riscos e garantir qualidade ao consumidor final.

Como é feita a classificação do café?

A peneiração por tamanho

Um dos primeiros passos da classificação do café verde é a separação mecanizada ou manual por peneiras com diferentes diâmetros. Por exemplo, no Brasil, usam telas 13 a 19 (em frações de polegada) para medir o tamanho do grão.

Grãos maiores permitem torra mais uniforme; por isso, saber o tamanho ajuda a definir perfil de torra.

Densidade, cor e defeitos

Em seguida, avalia-se densidade: grãos mais densos tendem a maturar de forma completa e oferecem qualidade superior. Métodos de flotação ou mesas de ar são usados para isso.

Cor e presença de defeitos também fazem parte da classificação do café verde. Grãos com coloração estranha, rachaduras ou brocas são eliminados ou vendidos em categorias inferiores.

Exame final e categorização

No final, conforme o método da SCA ou do Brasil/Nova York, os grãos são categorizados em faixas de qualidade conforme número de defeitos, tamanho e perfil sensorial.

Diferenças entre esses sistemas

Cada região produtora adapta a classificação do café verde às suas variedades, métodos de cultivo e requisitos de mercado. Por exemplo, o método brasileiro privilegia peneiras e contagem de defeitos em 300 g de amostra.

Países como Quênia ou Etiópia podem usar sistemas próprios baseados em tamanho ou denominações locais (AA e AB). Essas diferenças dificultam comparações diretas entre origens internacionais.

Impacto no produto final

Um lote bem classificado responde de forma mais previsível na torra. Saber que os grãos têm tamanho uniforme, densidade adequada e poucos defeitos, permite preparar curvas de torra mais exatas, reduzir perdas e alcançar melhor rendimento.

Para a torrefação, a classificação do café verde é ponto de partida para definir perfil: por exemplo, grãos pequenos pedem curva mais rápida; densos, mais tempo de desenvolvimento.

Além disso, lotes mal classificados aumentam a chance de variações sensoriais e desperdício, impactando o custo e a reputação da marca.

Como a SIATEC Brasil® contribui para esse processo

Na SIATEC Brasil®, entendemos que a qualidade do café começa muito antes da torra.

Por isso, desenvolvemos equipamentos que valorizam cada etapa do processo, preservando o potencial do grão e garantindo resultados consistentes.

Torradores, moinhos e silos da SIATEC são projetados para tratar lotes com uniformidade, garantindo que as decisões tomadas após a classificação sejam refletidas corretamente na torra.

Se você investiu na classificação do café verde, leve adiante essa vantagem com consistência, eficiência e qualidade em cada etapa da produção.

Boas práticas e desafios da classificação do café verde

Algumas boas práticas são fundamentais para garantir precisão e qualidade:

  • Separar os grãos por tamanho com peneiras padronizadas, seguindo critérios reconhecidos internacionalmente.
  • Avaliar a densidade dos grãos, usando métodos com ar ou água para identificar quais têm melhor maturação e resistência.
  • Contar e identificar defeitos de forma criteriosa, respeitando normas consolidadas no setor.
  • Armazenar corretamente os grãos, mantendo a umidade entre 9% e 13%.

Antes da torra, a base da qualidade

Quando sua operação respeita a classificação do café verde, e a torra segue com equipamentos adequados, como os da SIATEC Brasil®, você coloca seus grãos em condição de destaque.

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